Symposion e philanthropia em Plutarco”

Na antiguidade clássica, o acto ritualizado de partilhar a comida e a bebida tinha um significado especial, na medida em que constituía uma excelente oportunidade para vencer barreiras e firmar laços de natureza social e afectiva, antes de mais, mas também de cariz político e religioso. Além disso, a vertente de lazer, que acompanhava igualmente grande parte desses momentos, podia traduzir-se em criações culturais, que encontravam no symposion um enquadramento de eleição; basta pensar em manifestações artísticas como a música, a poesia, a retórica e a discussão político-filosófica, para vermos plenamente justificadas as implicações culturais destes eventos.
Aliás, estes propósitos viam-se facilitados pelo papel que o vinho detinha no banquete e que acabava por ser até mais importante do que a refeição propriamente dita, conforme se deduz do sentido primitivo do termo symposion (‘beber em conjunto’). A bebida aproximava os convivas, da mesma forma que o espaço relativamente limitado da sala de jantar e o facto de se encontrarem reclinados ajudavam a concentrar as atenções dos comensais, criando assim um cenário privilegiado para manifestações de philia e de philanthropia. Por isso, era importante que o vinho fosse misturado com água, a fim de permitir o prolongamento da conversa e da diversão, sem que o convívio descambasse em excessos, colocando em risco a harmonia do encontro.
É com este convivalis spiritus que a Sociedade Portuguesa de Plutarco (SoPlutarco) o convida a participar no 8º Congresso da International Plutarch Society, que será dedicado ao assunto “Symposion e philanthropia em Plutarco’ e que procurará, igualmente, servir de estímulo à publicação em Portugal de obras clássicas relacionadas com esta temática.

Temas para enquadramento de comunicações
Symposion (como género literário e como espaço de reunião social); técnicas argumentativas, narrativas e dramáticas no symposion; discussões político­-filosóficas e formas de expressão artística em contexto de banquete; philanthropia, philia e eros; Quaestiones convivales; Convivium Septem Sapientium.


José Ribeiro Ferreira
Delfim Ferreira Leão
Paula Barata Dias
Frances Titchener
Rodolfo Lopes


Luc Van der Stockt
Aurelio Pérez Jiménez
Arnaldo do Espírito Santo
Maria Helena da Rocha Pereira
Maria de Fátima Silva
Francisco Oliveira
Maria do Céu Fialho
Nair de Castro Soares


Dia 23, à tardinha: recepção dos congressistas.
Dias 24-26: apresentação de comunicações (edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra).
Dia 27: visita a Conimbriga, villa Romana do Rabaçal, villa Romana de Santiago da Guarda, Tomar (em especial o convento de Cristo) e Mosteiro da Batalha ou de Alcobaça.
Encerramento do congresso, com jantar solene nas caves, na companhia de um bom akratos oinos da Bairrada.

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